2006/11/17
2006/11/16
Quando o Robin dos Bosques é, afinal, o Xerife de Nottingham
Fernando Serrasqueiro, Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, apresenta-se como um Robin dos Bosques dos tempos modernos, tendo as suas flechas, nesta altura, apontadas à banca. Este ataque (sem aspas) à banca, já foi abordado sob várias vertentes (recomendo a leitura do bem humorado post do jcd no Blasfémias), mas julgo que ainda subsistem pontos importantes a focar.
No caso dos célebres arredondamentos de taxa nos contratos de crédito habitação, e partindo do principio (errado, quanto a mim) que os bancos manterão os spreads, sabem qual o seu impacto real nas rendas dos Clientes? Fiz uma simulação, com um valor de 150.000€ a 30 anos (que não andará muito longe da média do mercado), e com o pressuposto de que os arredondamentos têm um impacto no spread, em média, de 0,0625% (ver explicação em rodapé), e verifiquei que, sem arredondamentos, os clientes têm uma redução de cerca de 5€ por mês, ou seja, e para 30 anos, de 1.800€.
Temos então que o Robin dos Bosques, leia-se Fernando Serrasqueiro, tirou aos ricos, leia-se aos bancos, 1.800€ para dar aos pobres, leia-se todos nós que temos contratos de crédito habitação. Simpático… aparentemente. É que este Robin dos Bosques moderno representa, dentro das suas competências, o Estado, e o Estado, pelo simples facto de um comum cidadão celebrar um contrato de crédito habitação (mais uma vez de 150.000€), cobra:
Cerca de 750€ em emolumentos vários (registos, etc);
2.400€ de imposto de selo de crédito;
900€ de imposto de selo da hipoteca;
Cerca de 4.000€ de imposto de selo sobre os juros;
E mais de 13.000€ de IMT.
Ou seja, cerca de 20.500€, ou, se quiserem, e para 30 anos, 57€ por mês.
Perante isto, Fernando Serrasqueiro não será, afinal, o Xerife de Nottingham?
Nota1: a generalidade da banca pratica arredondamentos ao 1/8 superior. Quer isto dizer que, no máximo, o efeito dos arredondamentos na taxa final é de 1/8 e que, em média, não andará longe de metade, ou seja, 1/16 (0,0625%).
Nota2: tenho mantido uma discussão muito interessante com o RCB sobre esta e outras temáticas relacionadas com a banca, no Economia & Finanças. Este post é mais um contributo.
No caso dos célebres arredondamentos de taxa nos contratos de crédito habitação, e partindo do principio (errado, quanto a mim) que os bancos manterão os spreads, sabem qual o seu impacto real nas rendas dos Clientes? Fiz uma simulação, com um valor de 150.000€ a 30 anos (que não andará muito longe da média do mercado), e com o pressuposto de que os arredondamentos têm um impacto no spread, em média, de 0,0625% (ver explicação em rodapé), e verifiquei que, sem arredondamentos, os clientes têm uma redução de cerca de 5€ por mês, ou seja, e para 30 anos, de 1.800€.
Temos então que o Robin dos Bosques, leia-se Fernando Serrasqueiro, tirou aos ricos, leia-se aos bancos, 1.800€ para dar aos pobres, leia-se todos nós que temos contratos de crédito habitação. Simpático… aparentemente. É que este Robin dos Bosques moderno representa, dentro das suas competências, o Estado, e o Estado, pelo simples facto de um comum cidadão celebrar um contrato de crédito habitação (mais uma vez de 150.000€), cobra:
Cerca de 750€ em emolumentos vários (registos, etc);
2.400€ de imposto de selo de crédito;
900€ de imposto de selo da hipoteca;
Cerca de 4.000€ de imposto de selo sobre os juros;
E mais de 13.000€ de IMT.
Ou seja, cerca de 20.500€, ou, se quiserem, e para 30 anos, 57€ por mês.
Perante isto, Fernando Serrasqueiro não será, afinal, o Xerife de Nottingham?
Nota1: a generalidade da banca pratica arredondamentos ao 1/8 superior. Quer isto dizer que, no máximo, o efeito dos arredondamentos na taxa final é de 1/8 e que, em média, não andará longe de metade, ou seja, 1/16 (0,0625%).
Nota2: tenho mantido uma discussão muito interessante com o RCB sobre esta e outras temáticas relacionadas com a banca, no Economia & Finanças. Este post é mais um contributo.
2006/11/15
O que me vai irritando
Dizerem que o Sócrates é de direita;
O Vieira não ter aceite a demissão do Veiga;
Apresentarem os resultados dos Bancos em valor absoluto, e o que pagam de IRC em valor relativo;
A expressão "públicos";
O levantar de ombro do Santos;
O Santos;
Dizerem que o Sócrates é de direita e
Dizerem que o Sócrates é de direita.
2006/11/14
Di qualcosa di destra! *
"Ribeiro e Castro de acordo com aumento do salário mínimo"
* baseado numa citação do Aprile, com sentido político diferente, mas desespero semelhante.
* baseado numa citação do Aprile, com sentido político diferente, mas desespero semelhante.
2006/11/12
Sócrates encerra Congresso do PS com um discurso que incentiva o aumento do trabalho temporário
ou com uma proposta para que "se possa usar o salário mínimo, de forma responsável mas ambiciosa", o que vai dar ao mesmo.
2006/11/11
New World
Terrence Malik é o Sporting do cinema: 3 títulos em 30 anos.
O último, New World, é a versão humanizada da Pocahontas e sem musiquinhas estúpidas.
Colin Farrel faz de militar seboso, depois de ter feito de policia seboso em Miami Vice, de conquistador seboso em Alexandre o Grande e de Agente da CIA seboso em O recruta. Mas, desta vez, faz mesmo sentido que o seu personagem fosse seboso, depois ter passado meses no mar e de ter ido parar a uma ilha onde não se vislumbrava água doce.
A Pocahontas é interpretada por uma míuda que, alegadamente, teria 15 anos aquando das filmagens, e cujo nome não consigo escrever (acho que nem sequer tenho algumas das letras no meu teclado). Aproveito para sugerir que se deleitem a ler a palavra "alegadamente" fora do contexto do Processo Casa Pia.
Colin Farrel faz de militar seboso, depois de ter feito de policia seboso em Miami Vice, de conquistador seboso em Alexandre o Grande e de Agente da CIA seboso em O recruta. Mas, desta vez, faz mesmo sentido que o seu personagem fosse seboso, depois ter passado meses no mar e de ter ido parar a uma ilha onde não se vislumbrava água doce.
A Pocahontas é interpretada por uma míuda que, alegadamente, teria 15 anos aquando das filmagens, e cujo nome não consigo escrever (acho que nem sequer tenho algumas das letras no meu teclado). Aproveito para sugerir que se deleitem a ler a palavra "alegadamente" fora do contexto do Processo Casa Pia.
O filme, tal como todos os filmes do Malik, é algo parado e chato. Mas o mesmo digo eu sobre a minha avozinha paterna - que Deus tem - e eu gostava muito dela.
O Malik é daqueles gajos que sabe tirar som do silêncio e movimento de um quadro. Há quem não aprecie estas merdas. Eu gosto muito.
Um Bento para o New World.
p.s.
classificação:
Excelente=Preud’homme; Muito Bom=Bento; Razoável=Enke; Medíocre=Silvino; Mau=Bossio
classificação:
Excelente=Preud’homme; Muito Bom=Bento; Razoável=Enke; Medíocre=Silvino; Mau=Bossio
2006/11/10
Não viu o concerto do Jamie Cullum?
Então faça assim: tire o cabelo da testa (se o tiver), encontre uma parede de superficie àspera, ou uma esquina pontiaguda, e dê várias cabeçadas consecutivas até desmaiar.
Um concerto que levou um Preud´homme, de caras!
p.s.
classificação:
Excelente=Preud’homme; Muito Bom=Bento; Razoável=Enke; Medíocre=Silvino; Mau=Bossio
Excelente=Preud’homme; Muito Bom=Bento; Razoável=Enke; Medíocre=Silvino; Mau=Bossio
2006/11/01
2006/10/31
E mais Eduardo Prado Coelho
"Ora eu devo confessar: sempre que ouço a expressão “o dinheiro dos contribuintes” puxo a pistola.
(Eduardo Prado Coelho, Público)
Para o roubar? "
Luis Pedro Coelho in Rabbit's Blog ou Um anónimo funcionário do Continente que se pretendeu pôr em bicos dos pés, na versão de Eduardo Prado Coelho
(Eduardo Prado Coelho, Público)
Para o roubar? "
Luis Pedro Coelho in Rabbit's Blog ou Um anónimo funcionário do Continente que se pretendeu pôr em bicos dos pés, na versão de Eduardo Prado Coelho
2006/10/30
Exmo. Senhor Professor Doutor Abel Mateus, M.I. Presidente da Autoridade da Concorrência:
o mercado da palhaçada, embora concorrido, tem-se sempre pautado por uma livre e sã concorrência.
No entanto, uma ocorrência recente, pôs em risco o equilibrio deste mercado: este texto de Eduardo Prado Coelho (descoberto via A destreza das dúvidas) é uma palhaçada de tal dimensão, que temo podermos estar perante uma prática monopolista, que pode fazer perigar a vida de centenas de palhaços.
Eduardo Prado Coelho tem o direito de ser palhaço? Com certeza que tem, mas de forma mais discreta, como, aliás, fazia anteriormente.
A continuar com palhaçadas deste calibre, solicito a V.Exa., Senhor Professor Doutor Abel Mateus, que aplique remédios a Eduardo Prado Coelho.
Sugiro, para começar, clorpromazina.
Com os meus melhores cumprimentos,
Palhaço
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